Amores,flores e cores.

Um dia voce vai ter idade o suficiente,pra começar a ler os contos de fadas novamente.
Eu não preciso chorar para mostrar que estou triste. Nem gritar para dizer que sinto dor. Muito menos sorrir para Deus e o mundo para provar que sou feliz. Não preciso aparentar para ser, demonstrar para estar. Meu mundo acontece aqui dentro. E ele não é menor ou maior que o seu: é simplesmente o meu. Ele é meu com todas as letras, ele é meu em cada palavra, com todos os silêncios, com todos os incêndios. Eu ouvi meu choro, eu escutei meu grito, eu senti minha dor e eu gargalhei em paz sem precisar invadir o seu mundo com coisas tão minhas, com coisas tão lindas, com coisas tão findas que se repetem infinitamente: aqui dentro.
- Eu me chamo Antônio.  (via anarquismos)
Vivemos em um país monopolizado pela cultura internacional. Um Brazil onde falar inglês é mais importante do que o próprio português. Let’s go, babies! A gente devemos falar o inglês corretamente, mas o português que é bom, nada, porque a gente somos mais descolados falando língua estrangeira, não importa que a gente sejamos estúpidos em nosso próprio dialeto. Vivemos em um país onde Iphone, Ipod e Idetodososdiabos são mais importantes que um bom livro. E não podemos nos esquecer: esses aparelhos ficam ainda mais legais quando enfeitados com a bandeira do Reino Unido (que inteligentemente o adolescente “descolado” que pensa que sabe falar inglês, chama de bandeira da Inglaterra) e usado para tirar fotos em frente ao espelho fazendo bocas de todos os jeitos. Vivemos em um país onde o “Harlem Shake”, “Gangnan Style” e “Heart Attack” têm mais letra que “Garota de Ipanema”, “Construção” ou “O tempo não para”. A cultura na qual fomos criados prega que Beatles, Queen e Nirvana são mais importantes que Cazuza, Caetano Veloso e Tom Jobim. Aposto que encontro em um Brasil como o nosso muitas pessoas alienadas pela cultura estrangeira e que nem sabem quem são os gênios de nossa terra. Luiz Gonzaga, Machado de Assis, Carlos Drummond de Andrade, Cartola, Noel Rosa, José de Alencar, Jorge Amado, Elis Regina, Renato Russo. Aposto que das muitas pessoas que se dizem “brasileiras” nunca ouviram falar de pelo menos um desses nomes citados. O Brazil não conhece o Brasil, como cantou Elis, o Brasil nunca foi ao Brazil, cantado mais a frente. O Brasil não merece alguns brasileiros que tem. O povo está deitado eternamente em berço esplêndido feito com a madeira extraída na África, coberto com o cobertor fabricado na Europa, encostado com a cabeça no travesseiro produzido na Argentina e com pijama desenvolvido nos Estados Unidos. O coração brasileiro não é verde e amarelo. Nas veias pulsa o sangue diluído nas milhares de coisas oriundas de outros países. O Brasil desconhece sua própria cultura e o povo brasileiro nem mesmo se lembra ou se importa com isso. Oh, God! Save the queen! Hey! Ho! Let’s Go! Help! As rosas não falam, meu Brasil. Não mais. Porque o tempo de Cazuza parou e virou os olhos pro estrangeirismo. O povo não ouve mais o grito do Ipiranga. Agora só tem ouvidos pro grito do cantor americano em seu show há muito esperado. O Brasil desconhece o Brazil, mas conhece de cabo a rabo o EUA, a Espanha, o Canadá… o mundo.
- Anarquismos. (via anarquismos)
O tempo não cura tudo. Aliás, o tempo não cura nada, o tempo apenas tira o incurável do centro das atenções.
- Martha Medeiros. (via anarquismos)
Ele não entende minhas crises de solidão. Quando dou por mim estou chorando, pedindo, suplicando por atenção. Estou olhando nos olhos dele e mais uma vez tentando explicar o que se passa em minha mente: “estou me sentindo só, não vê?” E sabe de uma coisa? Eu acabo me tocando e vejo que não estou singular, estou plural. Ele está em mim.
- É o que ela diz (via aquarelar)
Eu te vejo triste, sofrida, cansada, revoltada. Sei que você grita, implora, pede e chora pra expulsar essa dor de você. E não há nada que tire, apague, substitua, destrua, ampare. Seus olhos parecem não ter mais forças para ficarem abertos. Suas lágrimas rolam sem que percebas, sem que precise, sem que mereçam. Eu sei que dói. E não é pouco. Seu vazio de tão grande, obscuro, gélido e fundo, chega a parecer infinito. Mas eu digo: Não chore, não grite, não minta. Não mude. Não mate. Não morra. Você é mais que isso, meu bem. Você supera, aprende, cresce e se regenera. Não se sujeite a tão pouco, não se acabe assim. A vida é complicada, corrida, estressante, cansativa, um tudo cheio de nada. E apesar de dores assim, que corrói, machuca, feri e que destrói, tem as bonitas também! Com cores, alegria, doces, flores e amores. A vida é um círculo. Tem obstáculos. É um livro. Com palavras, frases e fases difíceis. Com personagens que entram e saem a todo o momento, com várias paisagens, vários lugares, vários sentimentos. E dessa história, do final eu não sei. Não posso, não imagino, não devo contar. Cabe a você, com suas tristezas, alegrias, dores, recompensas, purezas e prazeres saber terminar.
- Perceptível.  (via relevou)
Tudo volta! E voltam mais bonitas, mais maduras.. voltam quando tem de voltar, voltam quando é pra ser.
- Caio Fernando Abreu. (via 10reais)
Mas se por acaso, você me queira da forma como te quero, meu bem. O resto do mundo será só o resto.
- Marcos Filipe. (via 10reais)

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