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Eu te vejo triste, sofrida, cansada, revoltada. Sei que você grita, implora, pede e chora pra expulsar essa dor de você. E não há nada que tire, apague, substitua, destrua, ampare. Seus olhos parecem não ter mais forças para ficarem abertos. Suas lágrimas rolam sem que percebas, sem que precise, sem que mereçam. Eu sei que dói. E não é pouco. Seu vazio de tão grande, obscuro, gélido e fundo, chega a parecer infinito. Mas eu digo: Não chore, não grite, não minta. Não mude. Não mate. Não morra. Você é mais que isso, meu bem. Você supera, aprende, cresce e se regenera. Não se sujeite a tão pouco, não se acabe assim. A vida é complicada, corrida, estressante, cansativa, um tudo cheio de nada. E apesar de dores assim, que corrói, machuca, feri e que destrói, tem as bonitas também! Com cores, alegria, doces, flores e amores. A vida é um círculo. Tem obstáculos. É um livro. Com palavras, frases e fases difíceis. Com personagens que entram e saem a todo o momento, com várias paisagens, vários lugares, vários sentimentos. E dessa história, do final eu não sei. Não posso, não imagino, não devo contar. Cabe a você, com suas tristezas, alegrias, dores, recompensas, purezas e prazeres saber terminar.